quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Dia do Compositor ou "E precisa estudar para isso?!"

Olá, na primeira postagem do blog venho aqui para dar os parabéns a todos os compositores! Mas, além disso, venho também para puxar um debate sobre esta função tão essencial para a nossa arte: 

"Composição não se estuda! Isso é uma coisa que vem do coração!"


A música é arte, mas também não podemos esquecer que ela tem a ciência e a técnica por trás dela. Ok todos conhecemos pelo menos um exemplo de músico(musicista) que nunca "estudou" composição e compõe lindamente (exemplo mais famoso, Sir Paul Mccartney). "Estudou" entre aspas porque, a partir do momento em que se estuda harmonia, aprende escalas, arpejos,... você já está estudando ferramentas de composição. A pessoa pode nem ter estudado estas matérias formalmente, mas no mínimo a prática do instrumento e a audição de seus artistas favoritos faz ela aprender com a experiência.

   E o curso superior de composição? Para que fazer, se o, considerado por muitos, maior compositor popular de todos nunca nem chegou perto de uma? Um dos segredos está na frase anterior compositor popular , no meio erudito é onde realmente acontecem as experiências de vanguarda, que mais tarde algum artista popular interessado vai pesquisar sobre, e levar a fama de revolucionário/gênio por isso. Na faculdade de composição você não vai para aprender a compor um tango, ou um samba, ou rock, lá você entrará em contato com novas ferramentas e formas de composição e pesquisará novas descobertas, lá você será instigado a refletir sobre a composição e a música em geral. 
   Quer aprender a compor gêneros populares? Esses se aprendem apenas na prática, indo para a Rua? Também não, para isso existem os cursos técnicos, lá você tem contato com todos as ferramentas tradicionais de composição (na faculdade você também revê, e se aprofunda, nestas ferramentas, porém não apenas nelas também aprendendo técnicas contemporâneas).
   Resumindo, você pode ser um(a) excelente compositor(a) sem uma faculdade ou curso técnico, aprendendo na vida prática, mas, como dizia um professor da minha faculdade, o estudo formal vem com o intuito de lhe apresentar atalhos para o conhecimento, o que na rua poderia-se levar anos para aprender, na escola pode-se captar em meses, mas por favor (!!) vamos acabar de vez com este senso comum de que composição não se estuda e que depende apenas de uma inspiração divina, que paira acima da cabeça de pessoas especiais. Gosta de música? Tem vontade de compor? ESTUDE o seu instrumento, ESTUDE composição, formalmente ou não, mas tenha consciência que uma bela canção advém muito mais da genial transpiração do compositor do que de uma divina inspiração, esta é apenas a introdução daquela.

OBS: Sim, conheço a a história que Paul Mccartney ouviu Yesterday em um sonho, mas estamos falando do compositor de maior sucesso da música popular mundial.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Falando Sobre música...

Allemande - (inglês - almand, almayne, almain; italiano - allemanda; francês - allemande) Nome dado a dois tipos de composição, ambos provavelmente de origem alemã. Dança em 4/4, mas às vezes em compasso binário, usada no século XVII e início do século XVIII, como primeiro movimento da suíte ou após o prelúdio. de caráter sério, mas não pesado, em tempo moderado, tendo uma forma binária simples. 
Dança popular camponesa, usada em parte da Alemanha e Suíça. em tempo ternário, de Caráter de valsa.

Courante - (francês, italiano - corrente, coranto, corant) Dança francesa do período barroco que alcançou popularidade no século XVII e chegou até a Itália, onde passou a ser chamada de corrente. Divide-se em duas sessões (AB) de andamento moderado. A corrente possui andamento mais rápido, em compasso ternário (3/4 e 3/8). Na suíte, em compasso 3/2, vinha a seguir a allemande. Os compositores escolhiam indistintamente uma ou outra para as suas suítes.

Giga - (italiano, inglês, Francês - gigue) Dança viva e rústica de origem inglesa, escocesa e irlandesa. Introduzida no continente europeu por Froberger (1649). última dança da suíte barroca em compasso binário composto em forma AB, de andamento rápido e vivo. Também denomina um instrumento de corda e arco medieval da família dos geige alemão.

Sarabanda - (francês - Sarabande; espanhol - zarabande) Dança sensual francesa em compasso ternário com acompanhamento instrumental que teve origem provável na Espanha do final do Renascimento. Caracterizava-se pela acentuação nos segundos tempos dos compassos, ponto em que os gestos dos dançarinos eram igualmente mais largos. tornou-se popular na Itália no início do período barroco e passou a fazer parte da suíte.

Galharda - (italiano - Gagliarda; francês - Gaillard, gaillarde) Dança viva, original da Itália por volta do século XV, em compasso ternário, contendo um grupo de cinco passos, por isso também chamada de cinque passe (italiano), cinque pas (francês) e cinque pace ou sink-a-pace (inglês). Normalmente vinha após a Pavana.

Pavana - (italiano - padovana, referência à cidade de Pádua; francês - pavane) Dança palaciana em compasso binário lento semelhante à basse-dance surgiu no final do renascimento. A pavana era dançada em par e tocada junto com a gagliarda, cuja associação deu origem à suíte de danças. Na Itália medieval, dança um pouco semelhante levava o nome de saltarello, mas logo perdeu espaço para o passamezzo. Compositores de várias épocas escreveram ou inspiraram-se na pavana. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Falando Sobre Música...

Sonata - Originalmente, o termo designava uma peça instrumental escrita para instrumento solista, com ou sem acompanhamento, em contraposição a cantata, que era obra para vozes. Em sua forma primitiva, do final da idade média, derivou da Canzone*, e continha um único movimento fracionado, no período barroco consagrou-se a estrutura em mais de um movimento. A sonata da chiesa tem a estrutura básica de 4 movimentos (o primeiro e o terceiro lentos e o segundo e o quarto rápidos).Esta estrutura, também presente na sonata da camera, originou-se das principais danças da suíte barroca: Allemande, Courante, Sarabanda e Giga. A instrumentação mais comum no período empregava dois violinos e contínuo**, mas com o passar dos anos a sonata para um instrumento solista, com ou sem acompanhamento, foi se tornando mais frequente. No final do classicismo, sonatas para cravo, Clavicórdio ou piano solo tornaram-se comuns, e quando esses instrumentos combinavam-se ao violino ou outro instrumento, em virtude de sua própria evolução, o acompanhamento passou a assumir um papel de grande importância. Quanto a forma dos movimentos dos movimentos, o primeiro costuma seguir o padrão Sonata, propriamente dita, o terceiro emprega um minueto (mais tarde substituído pelo scherzo), e o último com frequência baseia-se em estruturas como a de um rondó ou variações. A partir do final do romantismo, a sonata desprendeu-se dos padrões formais tradicionais, passando a designar de forma genérica uma obra em um ou mais movimentos para um ou mais instrumentos solistas com acompanhamento ou em diálogo entre instrumentos com a mesma importância.  

Forma Sonata - (Inglês - sonata form; Alemão - Sonaten-form) Estrutura consolidada no Classicismo, aplica-se a um movimento ou peça como uma forma ternária evoluída. Consiste, basicamente de três seções (exposição, desenvolvimento e recapitulação), à qual podem ser acrescentados elementos introdutórios e conclusivos (introdução e coda, respectivamente). O modelo da forma sonata consolidou-se de tal maneira na música ocidental que, mesmo com o advento do do atonalismo e das técnicas modernas, continuou a ser frequentemente empregada durante o século XX.

*Canzone - (italiano - canção) Canção lírica curta, possivelmente originária da região de Provença, designa árias desprovidas de espírito narrativo.

**Contínuo - Baixo contínuo. (italiano - basso continuo; francês - Basse continue; inglês - throrough bass; Alemão - general bass, bezifferten bass; Espanhol - bajo continuo; latim - bassus continuus) Parte inferior que rea tocada sem interrupção por instrumento de tessitura grave, principalmente no período barroco, e servia de base para a condução da harmonia. As partes para baixo contínuo costumavam ser cifradas, mas modernamente as partes já são escritas.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Falando sobre Música...

Funções: Em harmonia, papel desempenhado por um acorde em relação a determinado contexto harmônico, como os de dominante, subdominante, tônica.

• No Brasil também eram denominadas "Funções" as festividades religiosas e familiares como batizados, casamentos e aniversários


Tônica: Primeiro grau de uma escala, que define a tonalidade de um trecho ou obra musical, também denomina o acorde montado sobre o primeiro grau de uma escala.



Subdominante: Quarto grau de uma escala, ou o acorde montado sobre este mesmo grau.



Dominante: Quinto grau de uma escala ou o acorde que é construído sobre este grau.  


Estes também são os nomes das três funções Harmônica. Elas se relacionam da seguinte forma:

Tônica - Representa a Função de Repouso.

Subdominante - Representa a Função de Afastamento, entre o repouso e a tensão.

Dominante - Representa a Função de Tensão.

Quando estes termos são usados no contexto de funções Harmônicas, eles não representam apenas um acorde, mas sim um grupo de acordes.

Os acordes primários, que determinam a tonalidade* se encontram nos graus I, IV e V - Tônica, subdominante e dominante respectivamente, por este motivo que estes nomeiam as funções harmônicas.

*Tonalidade - Relação entre as notas e acordes de uma peça com um centro, chamado de Tônica.



quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Falando sobre Música...

Escala: (italiano - scala; francês - échelle, gamme; alemão - skala, tonlleitter; latim - scala [escada])
Escala é um seqüência, pré-determinada, regular e constante, de notas em intervalos de tons, semitons, e as vezes até mesmo microtons.

Exemplos:

Escala diatônica: Escala formada por 7 notas em graus conjuntos:

A escala diatônica pode ser:

Escala maior: Quando a seqüência das notas apresenta a seguinte forma: 

Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom - Tom - Semitom

Escala menor: Quando a seqüência das notas apresenta a seguinte forma:

Tom - Semitom - Tom - Tom - Semitom - Tom - Tom

Na escala diatônica cada grau recebe um nome específico:

  I - Tônica 
 II - Supertônica
III - Mediante
 IV - Subdominante
  V - Dominante
 VI - Superdominante
VII - Sensível (escala maior) / Subtônica (escala menor)

Escala Hexatônica: Escala formada por seis sons.

Exemplo:

Escala de tons inteiros: Formada apenas por intervalos de tom.

Tom - Tom- Tom - Tom - Tom - Tom

Escala Cromática: Escala construída apenas de intervalos de semitom. Como no sistema temperado* a oitava** é dividida igualmente em 12 semitons essa é uma escala que passa por todas as notas deste sistema.


*Sistema temperado: Um sistema em que a afinação da escala é aproximada, e não exata, dos sons naturais, chegando a uma escala onde a oitava comporta 12 semitons proporcionalmente iguais.


**Oitava: Intervalo de oito graus em uma escala diatônica . (exemplo: DÓ-ré-mi-fá-sol-lá-si-DÓ). Quando o nome de nota repete-se após os 12 semitons possíveis do sistema temperado. Quando a frequência é dobrada (exemplo: Lá 440Hz - Lá 880Hz)  



quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Falando sobre música...

Cadência: (Latim - Cadentia, cadere: cair; italiano - Candeza; Francês - Cadence; Alemão - Kadenz)
Relação harmônica conclusiva de uma frase, que define a tonalidade de um trecho ou do que virá a seguir. A cadência pode ser: 
Perfeita: Também pode ser chamada de cadência final ou autêntica, consiste na resolução de acorde* de dominante para tônica (V-I).
Imperfeita: Cadência que termina no acorde de dominante.
Interrompida: Também chamada de cadência de engano ou deceptiva, resolve para um grau inesperado da escala**.
Plagal: Também chamada de cadência do amém por seu uso freqüente em hinos religiosos, resolve da Subdominante (IV) para a tônica (I).
Cadência completa: É uma cadência que segue a progressão Tônica - Subdominante - Dominante - Tônica.

• Na música popular brasileira o termo também denomina o "balanço", a regularidade do ritmo. (Ex: "Na cadência do samba")

*Acorde (italiano - accordo; francês - accord; inglês - chord; alemão - akkord) - Grupo de três ou mais notas (poucas vezes somente duas, dependendo do contexto da harmonia) executadas de forma simultânea.

**Escala - No latim Scala, que significa escada. Qualquer seqüência de notas organizadas ascendente ou descendentemente, de forma pré-determinada, em tons, semitons ou mesmo microtons. 


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Falando sobre Música...

Síncope: (latim - Syncopa; italiano - sincope; francês, inglês, alemão - syncope; inglês - syncopation)
Deslocamento do acento de um tempo ou parte dele para antes ou depois do tempo ou da parte dele que deveria ser naturalmente acentuada.

Fermata: (italiano - Parada/variação - corona; alemão - fermate; inglês - hold)
Prolongamento de uma nota ou pausa a critério do intérprete. Simbolizada por um semicírculo com a curva voltada para cima sobre um ponto, também pode indicar uma Cadenza*.

Contratempo: (inglês - up-beat) Tempos fracos de um compasso**. [Pode ser o nome dado aos dois pratos tocados em conjunto na bateria, conhecidos como hihat também]

Coda: (italiano - pequena cauda; italiano - conclusione; francês - crochet; inglês - tail; alemão - Notenfahne, Fahne; português - codeta)
Seção ou trecho que encerra um movimento ou peça. Na forma sonata é o trecho conclusivo, disposto logo após a recapitulação, que reafirma a tonalidade e imprime a idéia de final.

*Cadenza - (italiano) Trecho de ária ou concerto em que o solista exibe sua virtuosidade. Normalmente desacompanhada, a cadenza a partir do classicismo passou a se relacionar tematicamente com o movimento, desenvolvendo-se na dominante para ao final concluir na Tônica. [Podemos dizer que este foi o embrião do improviso]

**Compasso - (italiano - mistura; francês - mésure; inglês - measure, bar; alemão - Takt) Unidade métrica musical formada por grupos de tempos em porções iguais. Na partitura, delimita um trecho compreendido entre duas barras verticais.